Sinopse: O mercenário e ex-SOLDADO Cloud Strife se une a um grupo terrorista para salvar o planeta da destruição, mas durante a sua jornada ele passará por varias provações como não saber quem ele próprio é e a tragédia de perder alguém muito amado.

Basseado no jogo para Playstation Final Fantasy VII, essa versão é uma forma de que todos que não tiveram a oportunidade de jogar essa obra prima conheça a sua facinante historia.

Dados Técnicos do Jogo:
-Empresa: Squaresoft
-Plataforma: Playstation e PC
-Lançamento: 1997 (PS) – 1998 (PC)
-Gênero: RPG

Capítulos:
-I: O Mercenário.
-II: O Bar 7th. Heaven.
-III: O Presidente da Shinra.
-IV: A Vendedora de Flores.

Arquivo

Final Fantasy VII



Sábado, Fevereiro 10, 2007 9:55 PM

ATENÇÃO PARA OS FREQUENTADORES.
Venho por meio deste pedir desculpas por todo o tempo sem atualização.
Quero explicar que o Blogger.com.br limitou o tamanho dos posts, por isso não consigo mais publicar os capitulos na integra. Já estou procurando um novo provedor para realizar mudança desse bookblog. Espero ter a coompreenção de todos e o apoio.
Aviso que já tenho mais de 25 capitulos escritos, e estou escrevendo mais a medida do possivel.
Agradeço pela ajuda e pelo carinho, tanto dos conhecidos como dos desconhecidos que foram responsáveis por quase 700 visitas em apenas 4 capitulos.
Aguardem grandes novidades, pois em breve estarei disponibilizando o novo endereço do BookBlog!
Abraços e Beijos!


Contado pelo Nutneku

Comentários:

Domingo, Agosto 13, 2006 2:53 PM

CAPITULO IV: A VENDEDORA DE FLORES
Cloud se encontra inconsciente. Tudo está escuro. Apenas uma voz fala com ele. Uma voz familiar que vem de dentro de sua própria mente.
-Você está bem?
-Você pode me escutar?
-Sim - responde o mercenário.
-Voltei. Você pode se levantar sozinho?
-O que você quer dizer com isso? - fala Cloud completamente confuso.
-E agora? Você consegue se levantar?
-Como assim agora? - indaga o ex-SOLDIER completamente confuso.
-Não se preocupe comigo. Se preocupe apenas com você agora.
-Eu vou tentar.
Nesse momento uma voz feminina corta o pensamento de Cloud
-Oh! Ele se moveu!
-Vai devagar agora. Pouco a pouco. - Continua a voz misteriosa.
-Oi! Olá? Você pode me ouvir? - Diz a voz feminina agora mais perto.
Nesse momento Cloud abre os olhos devagar. Sua vista embaçada mostra um teto que termina de forma pontiaguda com um grande buraco bem acima do jovem. Nas paredes vidros deixam passar alguns raios de luz, algo que não ocorre em nenhum lugar da periferia de Midgar. O cheiro de flores entra pelas suas narinas de uma forma revigorante. Ele começa a se mover aos poucos voltando-se para onde ouvia aquela voz e vê uma jovem. A mesma jovem que lhe venderá a flor no dia anterior agora estava cuidando dos seus ferimentos enquanto ele se encontrava deitado em um jardim de flores dentro do que parece ser uma igreja. Ao ver o jovem se movendo, a vendedora pergunta mais tranqüila.
-Você está bem? Fique deitado, você está ferido.
-Onde eu estou?
-Essa é uma igreja na periferia do Setor 5. Você de repente caiu do céu. Eu fiquei muito assustada.
-Eu que quebrei o teto então? - pergunta, enquanto passa a mão pela sua cabeça analisando os danos.
-Sim. O teto e as flores onde você está deitado devem ter aliviado sua queda. Você tem sorte.
-Flores? - ao observar as flores embaixo dele ele levanta rapidamente. - Elas suas são? Desculpe.
-Tudo bem. - responde a jovem levantando-se e terminando de enfaixar o braço esquerdo do jovem. - Essas flores são resistentes. Alguns dizem que é impossível crescer flores e grama em Midgar. Mas por alguma razão as flores não têm problemas de nascer aqui. Talvez a luz do sol ajude um pouco. É por isso que eu amo esse lugar. - diz a jovem com um sorriso no rosto. - Mas então senhor, nós nos encontramos de novo não é? - então ela estica a mão para cumprimentar o jovem com um sorriso. - Você se lembra de mim, não?
-Sim, claro que eu me lembro. - responde o jovem esticando a mão para cumprimentá-la, também sorrindo. - Você é a vendedora de flores de ontem.
Ela então sorri. - Eu fico muito feliz que você se lembre de mim! E obrigado por ter comprado minhas flores. - após um instante ela pega uma MATERIA do chão e entrega para ele. - Quando você caiu a matéria se desprendeu do seu bracelete. Aqui está.
-Obrigado. - responde Cloud pegando a pequena bola de energia e a prendendo novamente no seu bracelete.
-Eu também tenho uma MATERIA. Ela é especial, é boa para absolutamente nada.
-Boa para absolutamente nada? - pergunta confuso. - Talvez você só não saiba usá-las.
-Não, eu sei. Eu aprendi já faz algum tempo. Mas ela não tem função nenhuma mesmo. - responde a jovem mostrando a pequena MATERIA presa no seu amarro de cabelo. Cloud observa calmamente a matéria um pouco esverdeada, mas com o centro branca como a neve. Ele acha intrigante pois nunca viu uma MATERIA tão pequena é bela como aquela, mesmo em seus anos trabalhando na Shinra. - Eu me sinto muito segura apenas carregando-a comigo. Ela era da minha mãe.
-Interessante. - diz Cloud ainda intrigado com a pequena MATERIA.
-Desculpe, você parece um pouco aborrecido? Eu estou falando demais? Eu gosto muito de conversar. - diz a vendedora de flores com um sorriso.
-Não está me aborrecendo, não. - responde o jovem. - Eu gosto de conversar também.
-Olha só! Estamos aqui a tanto tempo e eu nem sei o seu nome! O meu é Aeris e eu sou uma vendedora de flores
-Meu nome é Cloud e eu. - após um instante ele conclui. - Eu faço um pouco de tudo.
-Oh, um homem de negócios. - Diz a jovem em risos.
-O que é tão engraçado. - diz cloud intrigado.
-Desculpa. - diz a jovem parando de rir e sorrindo para Cloud. - eu apenas me. - nesse instante o rosto da jovem empalideceu completamente ao ver quem entrava na igreja.
Um homem usando um terno azul escuro e com os cabelos pintados de ruivo entra calmamente pela porta brincando com uma moeda entre seus dedos. Cloud ao ver o rosto da jovem se volta para o homem. Aeris com tom de desesperada fala para Cloud.
-Diga-me, Cloud. Você já foi um guarda-costas? Afinal você faz de tudo um pouco, certo?
-Verdade. Eu faço um pouco de tudo.
-Então me tire daqui. Me leve para casa e me proteja dele, por favor?
Cloud olha para a jovem que parece completamente desesperada e fala. - Ta, eu farei isso. Mas esse trabalho vai ti custar.
-Bem, então deixa eu ver. - após pensar um instante ela conclui. - Que tal se eu sair com vc em um encontro?
O jovem olha novamente para o homem na porta e aproximando-se diz com tom ameaçador. - Eu não sei quem você é, mas. - assim que Cloud se aproxima ele reconhece o uniforme característico de um grupo que ele conhecia muito bem. - Não, eu sei quem você é. Você é um Turk!
-Sim. E você quem é? - responde o jovem arrogante. Nesse momento entram três guardas da Shinra que se unem ao jovem arrogante. Um deles fala.
-Você quer que nós cuidemos dele para o senhor, Reno?
-Não lutem aqui por favor! Vocês vão arruinar as flores! - grita Aeris. - ela então segue para uma porta no fundo da igreja e grita para Cloud. - Por aqui! Venha Cloud!
O jovem então segue a vendedora de flores até o fundo da igreja onde uma grande escadaria leva até o topo próximo ao teto. Os dois correm rapidamente escadaria acima quando um dos guardas tenta atirar na jovem. Ela desequilibra, mas Cloud consegue agarrá-la a tempo. Cloud volta seu braço em direção ao guarda e dispara um ataque usando sua MATERIA fazendo com que o guarda caia para trás. Reno corre pela porta e grita para o outro guarda que se preparava para atirar contra os dois.
-Você está louco? Eu falei que eu a quero viva!
-Mas ela está fugindo! - responde o guarda.
-Eu sei disso! Não é a primeira vez que ela foge, deixe que vamos pegá-la em breve!
Os dois correm rapidamente pelo telhado e saem pelo buraco aberto durante a queda do ex-SOLDIER se escondendo dentro de um vão entre o telhado da igreja e o da casa adjacente. Eles escutam quando os guardas e Reno saem pela porta da igreja. Reno ordena que um dos guardas fique na porta da igreja enquanto os outros se espalham para vasculhar a redondeza. Aproveitando o momento Cloud pergunta.
-Ele disse que não é a primeira vez que você foge. Então eles já estiveram atrás de você antes?
-Sim. Eles já vieram umas outras vezes.
-Eles são os Turks, uma organização dentro da Shinra responsável por procurar candidatos para SOLDIERS.
-Esses violentos? - Se surpreende a moça. - Eu pensei que eles raptavam pessoas!
-Eles também estão envolvidos em negócios sujos da Shinra. Espionando, assassinando, essas coisas. - ele então volta-se para a jovem parecendo preocupado. - Mas, porque eles estavam atrás de você? Deve ter uma razão.
-Talvez eles querem que eu me una aos SOLDIERS. - brinca a moça tentando descontrair o clima.
-Talvez você possa. Você gostaria de se tornar uma SOLDIER?
-Não sei. Vamos embora? - pergunta a moça se levantando e indo em direção ao próximo telhado.
-Vamos - responde Cloud levantando-se e indo na frente da Aeris.
Os dois seguem pulando de telhado em telhado. A jovem observa os movimentos de Cloud na sua frente. Um modo de andar e agir que a lembrará muito alguém. Ao chegar próximo a área mais residencial da periferia do Setor 5 ela grita para o mercenário que está muito a frente dela.
-Cloud! Espere por mim!
O jovem para e espera ela se aproximar. Ela para na frente dele para pegar fôlego.
-Não me deixe para trás assim!
-Engraçado. Eu pensei que você ia se unir aos SOLDIERS. - brinca o jovem.
Os dois começam a rir juntos.
-Cloud, você já foi um SOLDIER?
-Sim, eu fui um. Como você sabe?
-Seus olhos. - diz a jovem se aproximando dele. - Eles tem um brilho diferente.
-É o sinal daqueles que receberam energia Mako. Uma marca dos SOLDIERS. Mas como você sabe disso?
-Oh, nada. - disfarça a menina.
-Nada?
-Certo, nada. Vamos continuar? Minha casa não está muito longe.
Os dois descem por um muro e seguem juntos rumo a área urbana da periferia do Setor 5. Aos poucos as casas e predios começam a surgir. Apesar de ser uma área urbana pouco parece com um lugar descente para se viver. Os dois passam diretamente pelos prédios e começam a se afastar novamente dos prédios chegando a um lugar isolado, que mais parece ser uma outra cidade completamente diferente. Os raios de sol também consegue passar pelo prato iluminando uma espécie de jardim cheio de flores. Uma bela cachoeira ao fundo desemboca em um pequeno rio que segue para longe, rumo a fora dos limites da cidade. A casa de Aeris, afastada de todas as outras, tem dois andares e parece não pertencer aquela cidade. Parece uma flor que nasce no meio do lixo, pensa Cloud. Os dois entram pela porta.
-Cheguei em casa, mãe! - grita a jovem.
-Olá querida. Parece que temos visita. - diz ela olhando para Cloud. - Prazer. Meu nome é Elmyra.
Cloud olhava sem jeito para a mulher que aparentava não ter mais de 40 anos. As duas não se pareciam muito, apesar de se vestirem e terem um jeito muito parecido.
-Esse é Cloud. - adianta-se a jovem de vestido rosa deixando Cloud sem jeito. - Ele é meu guarda-costas.
-Seu guarda-costas? - espanta-se a mulher. - Você quer dizer que foi seguida de novo?
-Eu estou bem. - diz a jovem acalmando sua mãe. - Eu tinha Cloud comigo.
Elmyra volta-se para Cloud e agradece sorrindo. Então ela segue para a cozinha deixando os dois a sós na sala.
-Então, o que você vai fazer agora? - pergunta Aeris.
-O Setor 7 é muito longe daqui? Eu preciso ir para o bar da Tifa, o 7th. Heaven.
-Tifa é - diz a jovem após uma pausa. - uma mulher?
-Sim. - responde o jovem sem entender.
-Uma, - continua Aeris olhando diretamente para os olhos de Cloud com ar de quem está muito curiosa. - namorada?
-Namorada? - espanta-se o jovem. - De jeito nenhum! Apenas uma amiga de infância.
Aeris solta uma risada discreta e continua. - Você não precisa ficar tão espantado. Isso é, - a menina respira fundo e continua. - bom. Vamos ver, Setor 7? Eu irei ti mostrar o caminho.
-Voce deve estar brincando. Por que você se colocaria em perigo de novo?
-Eu sou feita para o perigo. - brinca a jovem.
-Feita para o perigo? Bem, não sei. Sendo ajudado por uma mulher. - brinca Cloud.
-O que você quer dizer com isso? Eu sei lutar também, viu? Aprendi muito bem a me defender. Agora que eu vou ti levar até lá mesmo! - ela então vai até a porta da cozinha e grita para sua mãe. - Eu vou levar Cloud até o Setor 7. Eu volto daqui a pouco.
A mãe da jovem volta usando um avental que usava para cozinhar e diz.
-Mas querida. - e após uma pausa ela dá de ombros e continua. - Eu desisto. Você nunca me escuta quando faz uma decisão. Mas se você quer ir, por que não vai amanhã? Está ficando tarde.
-É, você tem razão mãe.
-Suba lá e prepare a cama para o nosso hóspede. Eu vou terminar o jantar.
Aeris então sobe as escadas de madeira rapidamente enquanto Cloud e sua mãe ficam na sala. Elmyra volta-se para o jovem e fala.
-Esse brilho em seus olhos. Você era um SOLDIER, não era?
-Sim, eu costumava ser.
Ela se aproxima do jovem com um olhar de preocupada e diz. - Eu não sei como dizer isso, mas. - após uma pausa ela senta-se numa cadeira. - Você poderia ir embora durante a noite? Sem falar nada para Aeris?
Cloud se espanta com o pedido da mulher, mas vê seriedade nas suas palavras. Uma seriedade de uma mãe que quer zelar por sua filha.
-SOLDADO é a ultima coisa que Aeris precisa para machucar seus sentimentos de novo. - ela levanta-se da cadeira e volta para a cozinha.
Aeris desce correndo pelas escadas.
-Vamos jantar Cloud! Tem um bolo quer eu mesma fiz, você vai comer um pedaço.
O jantar acontece normalmente. Após a sobremesa Aeris leva Cloud para o quarto de sua mãe onde ele dormiria.
-Amanhã eu ti levarei para lá. É nescessario passar pelo Setor 6 para chegar ao Setor 7. O Setor 6 é um pouco perigoso, então é melhor você descançar bastante. - Ela vira-se e segue em direção para o seu quarto que fica ao lado do dele. Ela para na porta e volta-se para o mercenário. - Hum, Cloud. - após uma breve pausa. - Boa noite. - e então ela entra no seu quarto.
Cloud entra no quarto sem jeito e deita na cama pensando em como iria enganar a jovem. Ele acomoda-se na cama e sem perceber pega no sono. Durante a noite ele se meche muito na cama, e uma voz conhecida volta a falar em sua mente.
-Parece um pouco cançado. Eu não durmo numa cama dessa...a muito tempo. Desde aquele dia.
Logo a imagem muda para uma bela casa. Cloud está sonhando. Sonhando com algo que aconteceu a muito tempo. Cinco anos para ser mais exato. Ele estava em sua casa na cidade de Nibelheim. A casa bem aconchegante tinha uma lareira e muitos moveis de madeira. Uma mulher se aproxima. Era sua mãe.
-Como voce cresceu. Eu aposto que as meninas não ti deixa em paz.
-Na verdade não. - diz o jovem deitado na cama.
-Eu estou preocupado com voce. Tem um monte de interesseiros pelo mundo. Eu me sentiria bem melhor se voce apenas se estabelecesse e tivesse uma boa namora.
-Eu estou bem. - diz Cloud virando-se para o lado.
-Uma mulher mais velha, uma dessas cuidaria bem de voce. Eu acho que esse seria o tipo perfeito para voce. - continua a mulher.
-Eu não estou interessado.
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Cloud acorda no meio da noite. Ele escuta um barulho no quarto ao lado, o que quer dizer que Aeris ainda está acordada. Ele anda calmamente até a porta e a abre. Usando todas suas habilidades de SOLDIER ele anda sem fazer barulho até a escada e depois de descê-la ele sai calmamente pela porta seguindo rumo ao Setor 6.
Próximo ao portão que divide a periferia do Setor 6 da do Setor 7 uma sombra se aproxima de Cloud. Com toda sua habilidade ele prescente a pessoa se aproximando e volta-se rapidamente prestes a atacar aquele que etá logo atrás dele. Ele vira-se com sua espada em punho levantando-a contra o seu estranho adversário quando reconhece a jovem Aeris.
- Você acordou bem cedo e levantou muito rápido. - diz a jovem sorrindo.
Cloud então balança a cabeça enquanto guarda sua espada.
-Como eu poderia ti pedir para ir junto quando sabia que era perigoso?
-Pare com essa conversinha. Você está pronto não está? Precisamos atravessar a periferia do Setor 6 para chegar no 7th. Heaven. Vamos logo que eu vou ti levar lá.
Aeris vai na frente puxando Cloud, completamente sem jeito, pelo braço. A periferia do Setor 6 apesar de não ser habitada consegue se igualar ao nível de pobreza da periferia do Setor 5. O lugar foi uma área de lazer no passado, mas com o crescimento da cidade as pessoas preferiram evitar o lugar que se tornou propicio para bandidos. O único lugar habitado da periferia do Setor 6 chama-se Wall Market, um verdadeiro centro de compras onde absolutamente tudo pode ser comprado.
O casal chega no portão que separa o Setor 6 do Setor 7.
-O portão para o Setor 7 é logo ali. Ele fica fechado durante a noite, mas quando for umas sete horas ele volta a abrir. ¿ diz a jovem.
-Obrigado. - diz Cloud olhando para Aeris sem jeito. - Eu acho que isso é adeus. Você vai voltar para casa em segurança estando sozinha?
-Voce quer mesmo que eu volte para casa? Não tem uma outra alternativa? - ela olha para o portão - Eu poderia ir para o Setor 7 com você.
-Voce quer ir para o Setor 7?
Ela então sorri. - Eu adoraria! Obrigado por ter me convidado para ir com você!
Cloud se espanta mas quando tenta retrucar, Aeris fala.
-Nós podemos descansar um pouco, o que você acha? - ela então começa a andar para o antigo parquinho que agora se encontra completamente destruído, exceto pelo escorregados que continuava em pé.
-Eu não acredito que isso ainda está aqui. - se espanta a jovem. Ela corre em direção ao escorregado. Um antigo escorregador não muito alto, no formato de um urso. Ao chegar na escada ela sobe rapidamente e senta no topo.
-Venha aqui. - grita a vendedora para Cloud. Após um momento de hesitação ele sobe pelo escorregador e senta-se ao lado da jovem.
-Qual era o seu nível? - pergunta a jovem olhando para o parque.
-Nível?
-Você sabe. Nos SOLDIERS.
-Ah. Eu era Primeira Classe.
-O mesmo do dele. - diz a jovem olhando para o chão sem jeito.
-Ele quem? - indaga o jovem curioso.
-Meu primeiro namorado.
Os dois ficam em silencio por um instante. Cloud continua.
-Eu provavelmente conhecia ele. Qual era o nome dele?
-Isso não interessa agora. Já passou. - diz a jovem olhando para Cloud.
O portão que separa a periferia do Setor 6 da do Setor 7 abre rapidamente. Do outro lado uma carruagem sendo puxada por dois lindos Chocobos, belas aves que servem como transporte por sua incrível força e velocidade, atravessa rapidamente rumo ao Wall Market. Os dois observam a carruagem. Sentada atrás uma mulher de longos cabelos escuros usando um vestido azul observa a paisagem avistando os dois juntos em cima do escorregador. A carruagem continua seu caminho para o Wall Market. Cloud reconhece a jovem e levanta rapidamente.
-Tifa? - ele volta-se para Aeris. - Ali atrás era a Tifa.
-Aquela mulher na carruagem era a Tifa? - Aeris pula rapidamente escorregando pelo escorregador e segue a carruagem deixando Cloud para trás.
-Espere! Eu vou sozinho, pode ser perigoso! - mas já era tarde. Aeris se encontrava muito a frente de Cloud que pula e corre atrás da bela jovem de olhos verdes.


Contado pelo Nutneku

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Domingo, Agosto 06, 2006 12:42 PM

CAPITULO III: O PRESIDENTE SHINRA
O dia nasce, porem nem um único raio de sol passa por cima do prato para a periferia onde eles se encontram. Cloud acorda e se encontra sozinho no subsolo, ele então levanta e vai para o banheiro lavar o rosto. Quando finalmente está pronto Cloud sobe para a superfície onde Tifa e Barret já o esperavam.
-Bom dia! Você dormiu bem? - pergunta a jovem de longos cabelos escuros.
-Barret roncando quase não me deixou dormir. - responde o jovem com ar de irônico.
Tifa se aproxima torcendo para que Barret não tenha escutado e fala. - Não fale assim. Ele fica nervoso antes de uma missão. Dessa vez eu vou junto com vocês.
-Mas Tifa, pode ser perigoso. Não sabemos o que vamos encontrar pela frente.
-Não importa. Eu vou junto nessa missão. Não esqueça que eu também tenho pratica em combate. - fala enquanto ela segue em direção a porta.
-Nosso objetivo é o reator do Setor 5. Vamos para a estação primeiro. - diz o líder dos terroristas. Ele volta-se para sua filha e diz com ar de preocupado. - Marlene cuide do bar e fique boazinha enquanto estivermos fora, a Dona Isís vai cuidar de você hoje.
-Pode deixar papa. Vou ser boazinha. - responde a menina com uma sorriso no rosto. - Boa sorte e até mais tarde.
Os três deixam o bar e seguem juntos para o Cemitério de Trens. A estação estava vazia, provavelmente por causa do atentado do dia anterior. As pessoas que trabalhavam nos reatores não queriam correr o risco, mesmo com o presidente da Shinra dizendo que mobilizaria os melhores guardas e até mesmo SOLDIERS para cuidar dos reatores. Havia menos trens. Biggs, Wedge e Jessie já estavam sentados esperando o trem. Jessie se aproximou dos três e entregou seus novos IDs falsos. Ela garantia que funcionariam perfeitamente, pois trabalhou duro a noite inteira. Enquanto esperavam o trem chegar Cloud pegou uma pequena bolinha brilhante de cor verde, um pouco maior que uma bolinha de gude comum, e prendeu dentro de seu bracelete no seu braço. Tifa ao observar a cena se lembrou de que aquelas bolinhas continham um enorme poder.
-Isso é MATERIA não é? - pergunta a jovem.
-Sim. Uma pequena lembrança que ficou comigo da época que eu era um SOLDIER.
-MATERIA? - diz o líder dos terroristas. - Já ouvi falar disso, mas nunca tinha visto uma. Dizem que tem grandes poderes mágicos.
-Sim. MATERIAS podem ser naturais ou artificiais.- explica o jovem. - As naturais apesar de mais raras são mais fortes. Dizem que existem MATERIAS que tem o poder invocar criaturas indestrutíveis. Essas são MATERIAS elementares. Tomem. É só vocês empurrarem contra algum acessório e elas se fundem a eles temporariamente. Essa que eu acabo de colocar contem o poder do fogo. Usem essas. - ele então entrega uma MATERIA para Tifa e outra para Barret.
-E como nós fazemos para usá-las? - pergunta a jovem.
-É fácil. Exige apenas certa concentração e dirigir o seu braço em direção ao lugar onde você quer usar a magia. - então ele dirige seu braço esquerdo em direção a um poste do lado de um vagão e em seguida uma luz surge envolvendo o braço dele. A luz então sai em formato de feixe que ao atingir o poste começa a pegar fogo por alguns instantes. Cloud então se volta para os dois. - Claro que isso exige certa concentração para que se possa usar durante uma batalha. Parte do treinamento de um SOLDIER consiste em aprender a usar magia.
Os dois ficam pasmos ao observar o poder de uma matéria e nessa mesma hora o trem chega na estação. Eles se levantam e seguem para dentro do vagão. Ao ver que todos estão juntos Barret ordena que Wedge, Jessie e Biggs se dividam e se separem pelo trem para não levantar suspeitas. Cloud senta-se no vagão de frente para Barret. Tifa prefere ficar de pé observando o painel central que dá informações sobre o caminho a se seguir até Reator 5
-Barret, - diz Tifa. - nos vamos ter que descer logo após o ponto de checagem de ID, certo?
-Sim. Como o trem diminui a velocidade no ponto de checagem nós vamos ter que pular e procurar uma forma de se infiltrar dentro do sistema de ventilação que leva para dentro do Reator.
-Certo. Segundo o computador nos temos mais 5 minutos até a torre central. Vamos descobrir se os novos IDs falsos são capazes de driblar o novo sistema de segurança da Shinra.
Após poucos minutos o trem diminui a velocidade a luzes vermelhas começam a piscar. Barret se levanta com pressa.
-Mas ainda não deu 5 minutos! O que diabos está havendo?
-Parece que eles mudaram o ponto de checar os IDs. Isso não é nada bom! Temos que confiar que os IDs falsos funcionem. - responde Tifa.
Nesse momento uma mensagem eletrônica ressoa por todo o trem: PASSAGEIROS INCORRETOS LOCALIZADOS! PREPARANDO CHECAGEM DO VAGÃO Nº 1.
Nesse momento Jessie volta a entrar no vagão e grita. - Rápido! Venham para o vagão numero 2! Não temos tempo, depois eu explico!
Cloud e os outros dois correm para o segundo vagão no mesmo momento que outra mensagem eletrônica avisa: VAGÃO Nº 1 BLOQUEADO. PREPARANDO CHECAGEM DO VAGÃO Nº 2. Novamente eles correm atropelando todos os outros passageiros no caminho. Quando chegam no 3° vagão a luz para de piscar. Jessie que já esperava por eles explica.
-Desculpem. A culpa foi minha. Os IDs falsos não funcionaram. Eles colocaram o ponto de checagem um pouco antes e isso atrapalhou que eu ligasse o sistema a tempo. Vamos ter que sair daqui rápido. Pode ser que eles tenham colocado outro ponto de checagem. Todos os vagões vão sendo bloqueados um por um. Vamos aproveitar agora para pular!
-Não. Ainda é muito cedo! Não podemos pular agora. - retruca o líder da AVALANCHE com ar de braveza.
-Mas não temos outra alternativa! Eu, Biggs e Wedge conseguimos passar pela segurança, mas o ID de vocês não foi ativado a tempo.
-Nesse caso vamos pular só nós três. Vocês pulam no ponto onde tínhamos combinado e começem a operação. Nós iremos nos encontrar em breve, não se preocupem.
Barret vai em direção a porta e após um chute ele a abre. Então ele olha para Tifa e Cloud e fala. - Vão vocês dois primeiros.
-Está com medo? - pergunta Cloud para Tifa.
-Agora é tarde demais para ficar com medo.
-Por que afinal você quis vir junto?
-Porque. - e após uma breve pausa os dois são interrompidos por Barret.
-Não temos tempo para isso. - grita Barret. - Pulem logo!
Tifa então se aproxima da porta e aproveita enquanto o trem está devagar para pular. Cloud vai em seguida e por ultimo Barret que deseja sorte para Jessie. Assim os três se reúnem dentro do túnel e precisam correr contra o tempo para que não corram perigo de serem pego pela próxima locomotiva que logo passaria por ali. Eles seguem rapidamente até o lugar onde tinham combinado de pular e logo encontram um ducto de ventilação. Cloud se aproxima do buraco e começa a checá-lo.
-Esse buraco é muito pequeno. Você acha que daria para irmos por aí até o reator?
Após chegar o buraco até onde sua vista alcançava ele conclui. - Parece não haver nada que pode nos deixar preso, mas assim que começarmos a descer não vamos poder voltar por esse caminho.
-Se não há outra alternativa eu acho melhor irmos por aqui mesmo. - conclui Tifa. - É melhor não perdermos tempo, pois nunca sabemos quando a Shinra irá nos achar.
Após os três concordarem eles pulam pelo ducto que leva a uma área onde os três devem passar agachados para que possam passar pelo cano de ventilação até dentro do reator. Cloud vai a frente, seguido por Barret e Tifa até uma longa escada que termina dentro da sala de controle subterrânea do Reator. Lá Biggs, Wedge e Jessie já aguardavam pelos três.
-Vocês já acertaram tudo? - pergunta o líder da AVALANCHE.
-Já. Está tudo em ordem. Mas tem um pequeno problema. Após vocês entrarem, devem sair pelo outro lado do reator, já que não dará tempo para voltar por esse caminho. - responde Wedge.
-Por isso acho melhor vocês levarem essas senhas. Vocês devem digitar juntos como no outro reator para liberar a porta. - fala Jessie entregando um pequeno papel para Barret.
-Tudo bem. Vamos lá! Até mais tarde na estação. - se despede o chefe dos terroristas indo em direção ao túnel a porta que leva para dentro do reator.
Os três seguem juntos pela porta chegando a um lugar idêntico ao 1° reator.
-Parece que o arquiteto que desenhou os reatores não tinha muita imaginação. - diz Cloud seguindo escada abaixo rumo ao centro do elevador.
-Melhor para nós. Assim fica mais fácil e sem erros. - conclui Barret seguindo Cloud.
Assim que os três passam pela porta para o centro do reator, Cloud começa a ouvir um barulho agudo e cai no chão sem sentidos.
Sua mente leva-o a um momento do seu passado. Ele estava dentro de um reator, caído no chão. Mas não estava sozinho. Havia outra duas pessoas presentes. Um homem caído no chão morto com uma enorme espada fincada nas costas. E uma jovem garota de cabelos compridos, a Tifa. Tifa estava chorando diante do corpo do homem e Cloud olhava incapacitado de se levantar.
-Papai. - após um instante ela olha para a espada nas costas dele e analisando a espada ela conclui. - Sephiroth? Ele que fez isso com você, não foi? - Após um minuto chorando ela pega a espada em suas mão e num berro coloca toda sua raiva para fora. - Sephiroth, SOLDIER, Reator Mako, Shinra, tudo! Eu odeio vocês todos!
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Nesse momento ele reabre os olhos. Tifa está tentando levantá-lo com a ajuda de Barret. Ao ver Cloud com os olhos abertos um sorriso de alivio escapa do rosto dos dois.
-Você está bem? - pergunta Tifa.
-Estou. Hum, Tifa. - diz o ex-SOLDIER lembrando-se do que acabará de ver.
-O que foi?
-Ãh, nada. Vamos continuar. - ele então se levanta e vai até o painel de controle do reator.
Após instalar a bomba os três saem calmamente rumo a porta principal do reator.
-Isso está muito estranho. - diz Barret. - Cadê os guardas e os seguranças! Eu pensei que a segurança estaria reforçada por causa da bomba de ontem.
- Você tem razão - concorda Cloud. - Isso está muito estranho. Melhor ficarmos atentos.
Ao chegarem na porta de segurança os três digitam juntos os códigos fornecidos por Jessie e a porta se abre normalmente. Eles seguem juntos chegando a uma ponte que sai do reator e, ao chegar no final, se ramifica para dois caminhos. Os três seguem juntos observando a periferia abaixo da ponte. Ao chegar na bifurcação Barret conclui que o caminho da esquerda seria o melhor. Quando começam a atravessar a ponte rumo a porta se deparam com dezenas de guardas da Shinra. Os três voltam para trás espantados.
-Então era uma armadilha! - exclama Cloud.
-Sim. E vocês caíram perfeitamente - afirma uma voz misteriosa vindo de dentro do reator.
-Quem está aí? - pergunta Barret. Nesse instante sai de dentro do reator um homem de certa idade trajando um terno vinho e com cabelos ruivos. Ao reconhecer o homem que aparecerá na TV no dia anterior ele exclama assustado. - O Presidente da Shinra!
-Sim. Sou eu mesmo. - fala o homem calmamente. - E vocês são os terroristas tão temidos? Eu pensei que existiam bem mais, não só esses três desocupados.
-Nós somos a AVALANCHE e não se esqueça disso. - braba o líder dos terroristas. - Então você é o Presidente da Shinra. Na TV você parecia ser bem maior.
-Faz tempo, não faz presidente? - diz Cloud se aproximando do homem.
-Tempo? - após examinar o jovem ele continua. - Ah, você. Você é aquele que deixou os SOLDIERS para se unir a AVALANCHE. Está claro isso. Basta olhar nos seus olhos. Esses olhos de quem foi exposto a energia Mako. Qual é o seu nome traidor?
-Cloud.
-Cloud. Desculpe perguntar, mas eu não posso me lembrar do nome de todos meus funcionários. A não ser que você seja outro Sephiroth. Ele era brilhante. Talvez muito brilhante.
-Sephiroth? - indaga o mercenário lembrando-se da visão que teve agora a pouco.
-Não de a mínima pra nada disso Cloud! - grita Tifa. - Volte e vamos fugir daqui rápido! Esse lugar inteiro irá explodir daqui a pouco!
-Apenas alguns fogos de artifício é um bom preço para se pagar para nos livrarmos de vermes como vocês. - Brada o Presidente.
-Vermes? - indaga Barret. - Tudo o que você pode dizer é vermes? Vocês da Shinra são os vermes! Matando o planeta! E isso faz de você o rei dos vermes!
O presidente da Shinra aparenta braveza e então aperta um botão. Após alguns instantes um helicóptero se aproxima do presidente que fala antes de entrar no veiculo. ¿ Vocês iram pagar. Eu os apresento o seu maior pesadelo. - então ele aperta um outro botão e um barulho esturdecedor surge de trás dos três amigos que ao se voltar vêem um gigantesco robô se aproximando em alta velocidade. Cloud pula para trás ficando encurralado entre o robô e os soldados atrás dele enquanto Tifa e Barret ficam próximos a porta, mas com o robô os ameaçando o tempo todo.
-Aproveitem a mais nova arma desenvolvida pelo Departamento de Armas da Shinra: o AirBuster. Eu tenho certeza que os seus corpos serão muito úteis para experiências futuras. Assim que ele os matar! - o Presidente então segue com o helicóptero rumo a torre central onde se localiza a Torre da Shinra, o ponto principal da empresa em Midgar.
-Esse é bem maior que o outro! - exclama Barret.
-Não se preocupe. - fala Cloud calmamente. - Ele é uma maquina. Tifa, use a MATERIA que eu ti dei. Ela é do trovão! Pode dar um curto no robô.
Após tentar alguns instantes, Tifa não consegue usar a magia ficando completamente a mercê do ataque do robô. Cloud pula em cima das costas do robô atacando com sua espada o lançador de mísseis localizado atrás do robô. Barret por sua vez dispara uma rajada de metralhadora contra a cabeça do robô que e volta para trás. Tifa aproveita o momento para atacar a cabeça do robô com uma voadora. O robô retorna para trás confuso e volta-se para Cloud. Aproveitando a chance e o fato do robô não ter mais armas para atacá-los, ele ataca o robô com um rápido golpe que entra em curto e explode destruindo um pedaço da ponte. Cloud habilmente se segura em um dos ferros soltos da ponte durante a explosão enquanto Barret e Tifa do outro lado nada podem fazer para tentar salvar o mercenário.
-Barret! - grita Tifa. - Faça alguma coisa!
-Eu não posso fazer nada! Ele está longe demais e não temos corda nem nada.
-Não se preocupem comigo! - grita Cloud enquanto sua mão escorrega aos poucos. - Eu estou bem! Corram para não serem pegos pelos guardas! Eu vou conseguir me livrar dessa!
-Cloud! - grita Tifa se aproximando do buraco na ponte. - Não morra! Você não pode morrer! Ainda tem tanto que eu quero ti dizer!
-Eu sei Tifa! Não se preocupem! Eu já disse! E não falem como se fosse o fim! Corram e salvem-se! Eu vou encontrá-los em breve! A queda nem é tão alta assim. Só 50 metros. - ironiza o jovem diante do perigo. - Barret! Cuide da Tifa e dos outros enquanto eu estiver fora meu amigo!
-Sim. - responde o líder da AVALANCHE. - Até daqui a pouco meu amigo.
Nesse momento o reator explode. Cloud não consegue segurar mais e despenca do alto rumo a um futuro incerto. Barret e Tifa correm rumo a saída do reator, confiando nas habilidades do ex-SOLDIER.


Contado pelo Nutneku

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Domingo, Julho 30, 2006 3:09 PM

CAPITULO II: O BAR 7th HEAVEN
Enquanto Cloud escapava perigosamente dos guardas, Barret e os outros já estavam dentro do vagão de cargas do trem que acabara de sair da estação. Ao notar que o mercenário não estava presente todos começam a se preocupar.
-Cloud não veio. Será que ele foi pego? - pergunta Biggs com ar de preocupado.
-De jeito nenhum. Apesar de não confiar muito nele, ele não é do tipo que cai em armadilhas facilmente. - responde o líder da AVALANCHE sem se mostrar muito interessado no assunto.
Wedge se aproxima de uma janela para tentar ver a vista. Então volta-se para Barret.
-Você acha que ele lutará até o fim com a AVALANCHE?
-Como diabos eu vou saber? - responde Barret com braveza - Eu leio mentes? Pra mim ele só quer o dinheiro!
Nesse momento Biggs olha pela janela e vê um vulto pulando do teto do trem e estilhaçando uma das janelas entrando no trem e caindo de joelhos. Todos se assustam e Cloud diz calmamente.
-Parece que estou um pouco atrasado.
-Você está muito atrasado! Que idéia é essa de entrar assim pela janela? - indaga Barret se aproximando do ex-SOLDIER com ar de braveza.
-Não foi nada demais. Apenas algo rotineiro como sempre. Explodindo coisas, fugindo de dezenas de guardas, pulando em um trem em movimento e entrando pela janela. - retruca o jovem se levantando e indo até a janela para analisar o estrago.
-Você deixa todos preocupados com você e não se importa com ninguém além de si mesmo!
-Quer dizer que você estava preocupado comigo? - pergunta Cloud se dirigindo a Barret e ajeitando o cabelo.
-Eu estou falando que se você não tivesse voltado teríamos que dar ótimas explicações a uma amiga sua que está nos esperando no quartel! - reponde Barret bravo. Ele vira de costas e segue para a porta que une dois vagões - Se toca! Agora vamos para um vagão de verdade, um de passageiros ao menos. - e então o grande líder da AVALANCHE sai pela porta se dirigindo para o próximo vagão.
-É muito bom ti ver de novo. - diz Wedge para Cloud antes de seguir o líder terrorista.
-Nós faremos melhor da próxima vez! É ótimo ter alguém como você lutando conosco. - fala Biggs antes de seguir pela porta como os outros dois.
-Obrigada por ter me salvado lá no reator. - fala Jessie se aproximando do jovem.
-Não foi nada, você precisava de ajuda. Barret e eu apenas fizemos o que deveria ser feito. - responde Cloud se dirigindo para a porta. - Vamos?
-Sim, vamos. - responde a jovem de cabelos castanhos antes dos dois saírem pela porta para o vagão de passageiros.
O vagão, apesar do horário, tinha alguns outros passageiros além do grupo terrorista. O trem segue diretamente para o Cemitério de Trens na periferia do Setor 7. Uma viajem relativamente curta. O trem, ainda no sistema antigo de segurança, usa o sistema de ID onde cada passageiro tem uma identificação própria, quando o trem passa por baixo da coluna central de Midgard o sistema de identificação é ativado onde cada ID é automaticamente analisado por um sensor central conectado com a rede de segurança da Shinra. Obviamente que para um grupo procurado de terroristas todos usavam IDs falsos criados pela Jessie. Porém eles sabiam que isso seria por pouco tempo, pois todos os trens estavam passando por uma atualização, o que dificultaria o uso de IDs falsos. Por sorte esse trem ainda não tinha sido mudado.
-Relaxe e aproveite a viajem. - Barret fala para Wedge que se mostra tenso antes de passarem pelo pilar central e pela identificação automática de ID. - Só não falo para você apreciar a vista pois não tem nada para apreciar. Enquanto aqueles que podem dividem um apartamento no alto desse maldito prato central, aqueles sem condições ficam presos aqui embaixo sem a luz do sol respirando esse ar poluído e vivendo em condições precárias na periferia. E no topo de tudo isso construído pela Shinra estão os reatores drenando a vida do planeta!
-Eu não estou preocupado. - responde Wedge. Na mesma hora ele dá um pulo para trás quando uma luz vermelha começa a piscar dentro do vagão e um aviso escrito VERIFICAÇÃO DE ID aparece em todos os monitores do vagão. Após alguns instantes a luz desliga e os monitores voltam ao normal mostrando um mapa virtual de Midgar.
-Viram? Eu sabia que esse trem ainda era dos antigos. Não temos com o que se preocupar. Amanhã mesmo estarão prontos os novos IDs para burlar o novo sistema de segurança. - diz Jessie toda orgulhosa.
Cloud se aproxima de um dos painéis virtuais e começa a mexer quando ele lê na tela: Localização: Platô Principal. Tempo Restante: 10 Minutos. Biggs e Jessie então se aproximam e o jovem fala para Cloud.
- Podemos mexer nesse terminal? O outro está desativado.
-Claro. - responde o jovem afastando-se, mas prestando atenção na explicação que a jovem dá a Biggs.
-A cidade foi construída em cima de uma espécie de prato. O prato principal fica a 50 metros do solo e é sustentado por varias torres que se localizam em cada periferia. Aqueles que tem uma boa condição financeira moram acima do prato. Existem 8 áreas no total. Cada uma costumava ter um nome, mas com o passar do tempo todos se esqueceram desses nomes e começaram a usar apenas o numero do reator para ficar mais fácil de explicar onde moram. Aqueles que não tem uma condição financeira favorável acabam parando na periferia que é a área abaixo do prato principal, longe da luz do sol ou das estrelas durante a noite. As periferias também recebem o nome dos reatores, assim esse trem está indo para o Cemitério de Trens que é a estação mais antiga de Midgar e se localiza na periferia do Setor 7.
Após pensar alguns instantes Biggs conclui - Agora eu entendo. Apesar de morar em Midgar há algum tempo nunca compreendi direito esse negocio de reatores e pratos. Mas não é tão difícil assim.
Após alguns minutos o maquinista dá um aviso: - Parada final. Cemitério de Trens na periferia do Setor 7. Pedimos a todos que desembarquem do trem.
Assim que descem do trem, todos vibram com o sucesso da missão e saem juntos da estação rumo ao Bar 7th Heaven, o quartel general da AVALANCHE e o bar de uma velha amiga de Cloud. Chegando na área urbana da periferia do Setor 7 Barret segue diretamente em direção ao bar, uma casa velha feita na sua maior parte de madeira. A região, apesar de ser o centro da periferia do Setor 7, é um dos lugares mais pobres e antigos de Midgar, uma situação que reflete a área acima do prato, já que o Setor 7 é toda uma área bem pobre e com poucos moradores. Apesar das dificuldades o bar 7th. Heaven sempre foi um ponto bem cogitado pelos seus ótimos drinks. Ao chegar no bar, Barret fica na porta cuidando para que ninguém que não seja da AVALANCHE entre enquanto os outros podem comer tranqüilos e seguir para o esconderijo.
O bar apesar de simples era bem grande. Com varias mesas e uma maquina de pimball, ele sempre servira perfeitamente como esconderijo para o grupo terrorista. Assim que ele passa pela porta do bar uma pequena menina trajando um vestido rosa e com cabelos lisos corre gritando.
-Papa! - mas ao se aproximar de Cloud ele observa que o mercenário na verdade não era quem ela imaginava. Logo em seguida uma outra figura feminina, conhecida de Cloud, trajando uma blusa branca e uma saia preta, com longos cabelos negros se aproxima da pequena criança e fala enquanto se ajoelha frente a menina.
-Não se preocupe Marlene. Esse é o Cloud. Meu amigo de infância, lembra? Eu já ti falei dele. Seu papai já vem. Ele está lá fora cuidando para que ninguém entre. - então ela se volta para Cloud e continua. - Bem vindo Cloud! Parece que a missão foi um sucesso não é? Mas me conte, você brigou com Barret de novo?
-Não dessa vez. - responde o ex-SOLDIER com um sorriso sem graça e olhando pela janela do bar.
-Então você finalmente está crescendo! - afirma a jovem colocando as mãos na cintura. Então ela conclui - Quando você era pequeno costumava entrar em brigas o tempo todo.
-Isso foi há muito tempo, Tifa. Fazem mais de sete anos. - Cloud então se senta à mesa tirando tudo de seus bolsos, inclusive a flor que comprou da jovem de olhos verdes no Setor 8. Ao ver a flor Marlene e Tifa se aproximam de Cloud e sentam-se de frente para o jovem.
-Essa flor. - diz Tifa sem graça - É muito raro ver flores aqui embaixo na periferia. Ela é para alguém em especial?
Ao ver Marlene tímida na presença dele, Cloud estica a mão segurando a flor em direção a pequena garota e fala - É para você, Marlene. Não precisa ficar tímida.
A garota pega a flor e sorri para Cloud. Logo em seguida Barret entra no bar rapidamente e começa a olhar procurando por alguém. Quando a garotinha avista o líder da AVALANCHE ela corre em sua direção.
-Papa! Bem vindo a casa!
O grande terrorista sorri ao ver a filha e a pega no colo colocando-a sentada em seu ombro. Ao reparar na flor na mão da menina ele pergunta
-Onde você conseguiu essa flor?
-Cloud que me deu!
-Você agradeceu?
Após pensar um instante ela se volta para Cloud e fala sorrindo.
-Obrigada, Cloud! Eu tomarei conta dela.
Tifa pega um prato na dispensa ao fundo do bar e serve um lanche para Cloud e Barret. Os dois comem tranqüilamente com um sentimento de missão cumprida com êxito. Após terminar o lanche ele pergunta para Tifa.
-Os outros já desceram?
-Já sim. Eles preferiram ir comer lá embaixo.
-Ótimo. Vamos começar a reunião para definir os próximo passos. Cloud, como você não é um membro da AVALANCHE não posso deixá-lo participar. Fique aqui com Tifa para evitar problemas.
Cloud então olha pela janela ignorando Barret que se levanta da mesa e segue para a maquina de pimball. Ao apertar um botão escondido abaixo da maquina o chão começa a ceder e a descer revelando que a máquina na verdade é um elevador para o andar inferior onde se localiza a base secreta da AVALANCHE.
Tifa volta para trás do balcão e Cloud senta-se em um dos bancos ainda olhando pela janela. Enquanto limpa um copo Tifa olha para Cloud e pergunta tentando puxar assunto.
-Você quer algo para beber?
-Não seria uma má idéia. Após um longo dia como esse.
Tifa então pega algumas frutas e faz uma batida rapidamente e coloca no copo que acabara de secar. Então ela se senta de frente para o jovem e fala.
-Fico feliz que você voltou bem.
-O que você quer dizer com isso? Nem foi um trabalho difícil, ainda mais para um ex-SOLDIER como eu. - Então Cloud dá um gole na batida e olha para Tifa sem entender exatamente onde ela queria chegar com aquela conversa. Ela, por sua vez, fica sem graça.
-Eu acho q não foi difícil mesmo. - após alguns instantes ela conclui - não se esqueça de pegar seu dinheiro com Barret.
-Não se preocupe, quando eu pegar o dinheiro eu vou embora daqui. - diz o jovem loiro dando outro gole na batida.
-Você está se sentindo bem?
-Sim, por que?
-Nada, você só parece um pouco cansado. - nesse mesmo instante o elevador disfarçado de pimball sobe. - Bom, parece que a reunião está terminada. Vá lá falar com ele do seu dinheiro.
Cloud então se levanta e segue até o pimball apertando o botão escondido ele começa a descer até o subsolo. A descida pelo túnel revela uma área completamente nova. Um lugar bem iluminado por luzes artificiais com uma grande TV que passa noticias sobre a explosão, um grande computador no qual Jessie está trabalhando nos novos IDs, uma mesa onde Biggs e Wedge estão jogando cartas e um grande saco de boxe onde Barret se encontra treinando enquanto sua filha o assiste. Quando sai da maquina de pimball ela volta a subir para a superfície. Ao ver Cloud chegando, Barret para de treinar e se aproxima do jovem perguntando com um ar de interrogatório.
-Tem algo que eu quero ti perguntar. Tinha alguém dos SOLDIERS lutando contra nós hoje?
-Ninguém. Tenho certeza. - responde confiante o jovem de cabelos espetados.
-Você parece bem certo sobre isso. - indaga o líder da AVALANCHE ainda desconfiado.
-Se tivesse algum SOLDIER você não estaria aqui agora.
-Não pense que você é bom só porque foi um SOLDIER - Barret então se exalta e vai à direção de Cloud com um ar de ameaçador. Nesse momento Biggs se levanta para tentar segurar o líder da AVALANCHE que parece estar prestes a dar um soco no mercenário que, por sua vez, permanece calmo no seu lugar. Nesse momento Barret volta-se para Biggs e soca o jovem que cai em cima da mesa. Barret então volta-se para Cloud e conclui com tom de bravo. - Você é forte. Provavelmente todos os SOLDIERS são, mas não esqueça que você está trabalhando para a AVALANCHE agora! Nem tente ter idéias como dar uma mão para a Shinra.
Cloud se sente ofendido com a acusação dele e responde a altura de Barret.
-Dar uma mão para a Shinra? Você me fez uma pergunta sobre os SOLDIERS e eu respondi! Isso é tudo. Quem saber, eu vim aqui só para conversar sobre o meu dinheiro.
Nesse momento a maquina de pimball desce novamente trazendo Tifa consigo. Ao ver Cloud completamente nervoso com a situação e uma iminente briga entre os dois ela se coloca no meio enquanto Jessie ajuda Biggs a se levantar e Wedge fica paralisado assistindo a cena.
-Espere Cloud.
-Deixe ele ir embora. Parece que ele ainda sente falta da Shinra. - diz o líder da AVALANCHE para a jovem.
-Cala a boca. - responde Cloud enquanto vira-se e segue para a maquina de Pimball. - Eu não ligo para a Shinra ou para os SOLDIERS. - e após um instante ele se volta para Barret e conclui antes de apertar o botão para volta a superfície. - Mas não me entenda mal. Eu não ligo para a AVALANCHE ou o planeta do mesmo jeito.
Nesse instante a máquina de pimball começa a subir novamente e Cloud vai pega o copo que havia deixado em cima do balcão. Dando um ultimo gole ele se dirige para a saída do bar quando a maquina de pimball volta trazendo Tifa que tenta de tudo para fazer com que o seu amigo de infância permaneça com eles.
-Escute Cloud, eu estou pedindo! Se una a nós!
-Desculpe. - responde o ex-SOLDIER sem nem ao menos olhar para ela.
-O planeta está morrendo, devagar, mas está morrendo! Alguém tem que fazer algo a respeito!
-Então deixe Barret e os outros fazerem algo sobre isso. Eu não tenho nada a ver com a historia! - nesse momento ele se aproxima da porta quando Tifa se aproxima numa ultima tentativa.
-Então você está mesmo indo? Você vai sair pela porta simplesmente ignorando nossa amizade de infância?
Nesse momento Cloud volta-se e olha para o rosto da jovem. Então ele balança a cabeça e responde sem jeito. - Eu não posso fazer nada a respeito.
-Então você se esqueceu da promessa também?
-Promessa? - indaga o jovem mais perdido do que nunca.
-Então você se esqueceu. - nesse momento Tifa olha para o chão com um olhar triste e continua. - Lembre-se. Foi a sete anos atrás. Na nossa cidade natal em cima da caixa de água no centro da cidade. Você se lembra?
Após pensar um instante Cloud volta-se para a jovem e responde. - Sim, estou me lembrando. Nós tínhamos combinado de se encontrar lá em cima. Eu pensei que você não iria mais e estava começando a ficar frio.
Cloud começou a se lembrar de sete anos atrás. Ele tinha apenas 14 anos na época, mas sempre teve um sonho que a sua cidade não poderia proporcionar. Ele queria algo mais do que a vida de sua família poderia dar. Apesar de sempre ter muitas crianças na cidade eram poucas com quem Cloud realmente tinha uma amizade, e Tifa era uma delas. Ele havia tomado uma decisão e decidiu que tinha que comunicar para ela, por isso marcou de se encontrarem no topo da caixa de água no centro da cidade. Era o inicio do inverno. Cloud tinha cabelos compridos e usava um agasalho marrom. Ele estava sentado numa das plataformas da caixa de água quando uma pequena menina de vestido azul se aproximou dele pelas costas.
-Desculpe, estou atrasada. - ela então se senta do lado dele. - Você disse que queria me falar algo?
Cloud mantém seu olhar fixo para as montanhas de que cercavam a cidade e diz para a jovem. - Chegando a primavera. - após uma pequena pausa ele olha para ela novamente e conclui. - Eu vou deixar essa cidade e ir para Midgar.
-Todos os meninos estão deixando a cidade.
-Mas eu sou diferente deles. Não estou indo apenas conseguir um emprego. Eu quero me unir aos SOLDIERS. - então ele retorna seu olhar para o topo das montanhas e continua. - Eu vou ser o melhor de todos, assim como o Sephiroth!
-Sephiroth. - após uma pausa ela também olha para as montanhas. - o Grande Sephiroth. - os dois ficam em silencio por um longo tempo e então Tifa pergunta. - Não é difícil se unir aos SOLDIERS?
-Sim. Eu provavelmente não poderei voltar a essa cidade por um bom tempo.
Após mais um tempo de silencio, Tifa tenta descontrair um pouco o clima. - Você aparecerá nos jornais se você conseguir?
-Eu vou tentar. - responde o pequeno Cloud. Ele então se levanta e começa a escalar mais um andar ficando no topo da caixa de água.
-Hum, Cloud. Por que não fazemos uma promessa? Se você ficar muito famoso e eu estiver com dificuldades, você vem e me salva, tudo bem?
-O que? - fala Cloud sem entender exatamente.
-Sempre quando eu estiver com problemas, - explica a pequena Tifa. - meu herói irá vir e me resgatar. Eu quero ao menos experimentar isso uma vez.
-O que? - pergunta Cloud ainda confuso.
-Vamos! Apenas prometa!
-Tudo bem. - e após uma pausa ele volta seu olhar novamente para as montanhas. - Eu prometo.
_______________________________________________________________

Voltando para o presente Cloud olha para Tifa que pergunta.
-Você se lembra agora, não? A nossa promessa.
-Eu não sou um herói e nem sou famoso. - ele então volta a olhar para a porta. - Eu não posso manter a promessa.
-Mas você conseguiu realizar o seu sonho de infância! Você se unio aos SOLDIERS. Então volte! Você deve manter sua promessa.
Nesse momento Barret sobe pelo elevador e fala.
-Espere um pouco Sr.-grande-SOLDIER-de-todos-os-tempos. Uma promessa é uma promessa, aqui está seu pagamento. - ele então arremessa um pacote com 1500 Gil para Cloud.
Após checar o dienheiro dentro do pacote ele fala. - Esse é meu pagamento? Não me faça rir. Da próxima vez eu quero o dobro disso.
-O que? Então você vai continuar conosco? - diz Tifa sem conseguir esconder sua felicidade.
-Voce tem a próxima missão em mente? - ele então volta-se para Barret e continua. - Farrei por 3000 Gil.
-O que? - responde o líder da AVALANCHE ao houvir o preço.
Nesse momento Tifa se aproxima de Barret e cochicha. - Nós estamos mesmo precisando de ajuda certo?
-Esse dinheiro é para a escola de Marlene, não posso dar tudo para ele! - responde o terrorista em voz baixa para Tifa. Ele então volta-se para Cloud e fala. - 2000 Gil. Nem um centavo a mais.
-Tá certo. Vou fazer um desconto dessa vez. Agora me dêem licença que eu quero dormir um pouco.
Então ele segue para o subsolo e se acomoda em um dos colchões próximo a Biggs que fica feliz ao saber que eles ainda lutaram juntos pelo planeta.
-Então você vai ficar conosco por mais um tempo?
-Sim. Pelo menos até juntar mais dinheiro.
-É bom ouvir isso. - responde Wedge.
Eles se acomodam para dormir sem nem imaginar que o dia seguinte mudaria radicalmente todas suas vidas.


Contado pelo Nutneku

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Domingo, Julho 23, 2006 3:48 PM

CAPITULO I: O MERCENÁRIO
As estrelas. Astros q vagam pelo espaço não apenas por vagar, mas por viver. Longe da imensidão do infinito uma jovem mulher, com longos cabelos castanhos em trança, um lindo vestido rosa e olhos verdes, no auge de seus 22 anos, tenta levar uma vida calma vendendo suas flores na grande metrópole Midgar. O futuro, porém, guarda algo maior para essa jovem que carrega uma grande responsabilidade herdada de seu povo que a muito está esquecido. Ela caminha calmamente pelas ruas vendendo suas flores para as pessoas que estão com pressa para voltar para casa no final de um longo dia de trabalho.
Em outro lugar ali perto, o trem vindo diretamente da periferia do Setor 7 acaba de parar no Setor 1, próximo a um dos Reator de Energia Mako, responsáveis por fornecer energia para toda a cidade. Como um vulto saltam do trem 3 jovens que derrubam agilmente os dois guardas que faziam a guarda da estação, seguidos por um homem robusto, alto e forte. No lugar da mão direita desse homem se encontra uma prótese, mas não uma prótese comum. No lugar da mão direita o homem tem implantado uma metralhadora. O homem se aproxima de um dos guardas que tentava desesperadamente chamar reforços enquanto se contorcia pelo chão. O homem o levanta pela gola de seu uniforme azul e fala com uma voz forte:
-Não adianta tentar. A AVALANCHE irá completar seus objetivos custe o que custar!
-Chefe, não! - Grita a voz de uma jovem que estava com eles. - Nós não somos os caras maus, lembra?
-Eu sei Jessie. Só quero nos livrar de problemas maiores.
-Mentira - tenta responder o guarda ainda sendo segurado pelo homem. - AVALANCHE é nossa prioridade máxima. Todos vocês são terroristas!
-Terroristas? Vocês destroem o planeta e nós somos os terroristas? - Responde o homem com tom de braveza antes de arremessar o guarda contra o chão. - Não temos mais tempo para perder aqui! Onde está o mercenário?
-Você não deveria tratá-lo assim. - Diz um dos jovem usando um chapéu vermelho.
-Oras Wedge, ele mesmo se nomeou um mercenário não é?
-Não precisam brigar por mim.
O vulto de um jovem de 21 anos, trajando uma roupa azul, surge em cima do trem, em um rápido movimento ele pula de cima do trem e ao ser iluminado pela luz da estação fica fácil de reconhecer o jovem com um peculiar penteado, cabelos loiros e olhos azuis. Mas não são olhos normais. Os olhos desse jovem têm um brilho especial, característico de quem participara de um processo usando a própria energia Mako. Os olhos com a marca característica dos SOLDIERS, o grupo especial da Shinra. Carregando nas costas uma espada única, o homem se aproxima do grupo.
-Eu aceitei te contratar apenas porque você conhece bem a região. Você foi um SOLDIER não foi? Qual é o seu nome?
-Meu nome é Cloud e sim, eu fui um SOLDADO e conheço bem toda Midgar, agora vamos parar de conversa porque eu não ganho por hora.
O jovem então segue para a saída da estação, rumo ao terminal de acesso. Após revistarem os guardas caídos no chão da estação os outros seguem o jovem mercenário. Ao chegar no terminal a jovem diz voltando-se para o homem com a metralhadora na mão
-Barret, segundo nossos computadores os portões para o reator só podem ser acessados pela digitação de 3 senhas concomitantemente.
-Ótimo! Então façam isso agora!
-O problema é que conseguimos apenas duas senhas com os soldados da estação. Falta uma.
-Aqui está. - diz Cloud entregando um papel para Barret.
-Biggs, vá lá e digitem essa senha vocês três. - diz o líder da AVALANCHE entregando o papel para o jovem trajando uma camisa regata e com uma fita na cabeça.
Jessie, Biggs e Wedge se dirigem ao terminal de acesso e digitam juntos as 3 senhas. Logo em seguida um bipe soa e as portas do lugar começam a abrir revelando uma longa escada que termina em uma ponte que por sua vez acaba dentro do reator onde se avista pintado o emblema da Shinra e o numero 1. O grupo corre escada abaixo e chega a ponte completamente sem vigia, porém se depara com uma enorme porta que exige outra senha. Jessie retira um pequeno computador e conecta com o computador da porta e tenta descobrir a senha. Enquanto isso Barret se dirige a Cloud.
-O planeta está cheio de energia Mako. As pessoas usam essa energia todos os dias sem nem desconfiar que essa energia é a própria vida do planeta! O problema é que a Shinra continua tirando a energia do planeta com esses reatores!
-Não estou aqui para conversa fiada. - responde o jovem de olhos azuis.
-Pronto! Acesso permitido! - diz Jessie.
Após seguirem pela longa ponte eles chegam à entrada do reator. Barret manda que Wedge e Biggs fiquem de guarda na porta do reator. Ao seguir pela porta os três chegam em um gigantesco elevador. Cloud aperta o botão e o elevador começa uma longa descida.
-Pouco a pouco os reatores drenam toda a vida do planeta! - diz o líder dos terroristas com uma voz cheia de raiva.
Cloud faz um gesto com a cabeça e responde.
-Isso não é problema meu.
-O planeta está morrendo, Cloud! Como você não se importa com isso? - retruca Barret mais bravo.
-A única coisa que me importa é termina esse trabalho antes que algum guarda-robo chegue.
Nesse mesmo instante o elevador chega no primeiro andar do reator. Os três saem pelo elevador e seguem caminho à frente. Jessie fica de guarda próximo a uma escada enquanto Cloud e Barret seguem caminho até chegar no coração do reator.
-Quando explodirmos esse local não restará nada mais do que um monte de lixo. - Barret então olha para Cloud e fala entregando a bomba. - Você arma a bomba.
-Você não deveria fazer isso? - responde o ex-SOLDIER empurrando a bomba contra Barret.
-Apenas faça isso! - Barret então joga a bomba na mão de Cloud com força obrigando-o a segurá-la. - Vou ficar aqui de olho para que você não tente fazer nenhuma gracinha.
-Tudo bem.- responde Cloud sem reação. Ao se aproximar do painel de controle do reator a cabeça de Cloud começa a zunir e ele escuta uma voz familiar
Cuidado! Esse não é apenas um reator!
Após alguns instantes a voz e o zunido desaparecem e o jovem loiro termina de armar a bomba. No mesmo instante Barret esbarra em um dos botões do reator que aciona o alarme. Quando os dois percebem a última invenção da Shinra para proteger os reatores de intrusos é ativada e um gigantesco robô parecido com escorpião surge na frente dos dois. Cloud pula para trás do robô e retira sua espada enquanto Barret, encurralado tenta atingir o robô usando sua metralhadora. Apesar dos danos causados por Barret o robô se aproxima dele e levanta sua cauda revelando um laser e aponta para o homem encurralado. Quando tudo parecia perdido, Cloud pula na cauda do robô e a corta com golpes rápidos de espada destruindo o laser. O robô então se volta para Cloud e se prepara para atacá-lo, mas dessa vez é Barret que salva o mercenário atirando com sua metralhadora no buraco feito pela espada de Cloud. O robô após cambalear um pouco cai em cima do painel de controle e a contagem da bomba aparece 00:10:00, dando apenas 10 minutos para que todos evacuassem o reator antes de ser tarde demais.
-Vamos sair rápido daqui. Os circuitos do robô causaram uma reação em cadeia com o da bomba! Ao invés de meia hora temos apenas 10 minutos! - grita Cloud para Barret.
Os dois saem correndo pelo mesmo caminho que fizeram na ida. Jessie ao avistar os dois sai correndo, porém sua perna fica presa em uma vão entre a escada e o piso. Após muito esforço os dois conseguem libertá-la e os três correm para o elevador. Ao voltar para a ponte Biggs e Wedge se unem ao grupo, todos correm o máximo possível e conseguem se esconder dentro de um salão de cargas. Eles apenas conseguem fechar a porta de ferro quando ouvem uma gigante explosão. O reator inteiro fica em chamas. A ponte e a escadaria são completamente destruídas e o reator inteiro fica inativo.
Dentro do armazém o grupo encontra uma porta secundária porém que está coberta com escombros. Jessie começa a armar uma pequena bomba quando Biggs fala orgulhoso.
-Isso deve fazer o planeta viver um pouco mais, certo?
-Todos para trás! Vai explodir! - diz Jessie se escondendo atrás de um trator.
Todos se escondem e logo a pequena bomba explode abrindo caminho para o Setor 1. O grupo sai pela porta, mas ainda cautelosos ao perceber todos correndo e fugindo sem entender o ocorrido.
-Espalhem-se para não levantar suspeitas - diz Barret passando, observando o estado do Reator em chamas. - Vamos nos encontrar no ultimo vagão na estação de trens no Setor 8.
-Hey, Barret. - diz Cloud se aproximando dele.
-Se você for falar sobre seu dinheiro aguarde para quando chegarmos no quartel general da AVALANCHE. Agora vamos!
Na mesma hora todos se espalham seguindo por caminhos diferentes. Cloud segue por uma escada chegando na área nobre do setor 1, onde grandes lojas e prédios se encontram. Não muito longe de onde está o ex-SOLDIER, uma jovem, de vestido rosa vendendo flores, anda confusa e se esquivando das pessoas que correm por todos os lados. Ao avistar o jovem andando calmamente ela tenta conseguir alguma informação do que está acontecendo.
-Desculpe-me. Você poderia me dizer o que aconteceu?
Ao avistar a jovem completamente desorientada Cloud acha melhor não assustá-la e responde com toda a calma - Nada demais. Parece que teve uma pequena explosão, mas está tudo sob controle. - Olhando para a cesta de flores da jovem ele diz - Não vejo muitas flores por aqui.
-Sou eu mesma que planto e cuido delas. Você gostou? São apenas um Gil.
-Eu vou comprar uma. - diz o jovem loiro pagando a quantia para a jovem de olhos verdes.
-Obrigada. Agora vou para casa pois está tarde - fala a vendedora de flores com um sorriso no rosto e seguindo por uma rua calma.
Cada um segue seu rumo sem nem desconfiar que aquele encontro não poderia ser apenas uma coincidência já que o destino guardava algo maior para eles.
Cloud segue seu caminho rumo a estação de trem quando é abordado por soldados, entre eles um dos guardas que foi atacado pelos seus amigos há pouco tempo na estação do Setor 1.
-Parado! Você está preso!
Ao avistar o solados se aproximando o jovem corre em direção a estação quando se depara com o outro guarda e mais alguns soldados na entrada da estação. Ao se ver cercado, Cloud aproxima-se da ponte acima da linha do trem e quando vê a oportunidade ideal pula em cima de um dos vagões do trem que acaba de sair da estação, no mesmo instante que um dos soldados dispara contra o jovem.


Contado pelo Nutneku

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